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ghostwritter de si?

Dez anos atrás eu ainda queria ser escritor, tentava me aprimorar, tinha mais abertura a entender e tentar ser maleável para conseguir ser lido. Até que me esforcei, só que não sirvo para essa coisa de agradar os outros, de pensar na métrica e em como um de meus textos iria se comunicar melhor com grupo A ou B, muito menos pensar a qual estilo ou escola pertenço. Na maior parte do tempo ou sou triste ou só quero reclamar, não quero tentar ser diferente para acabar ouvindo que estou copiando o Dostoiévski. Uma vez participei de uma oficina de escrita e fui bem elogiado, mas não o suficiente para ficar vaidoso. Eu escrevo essas coisas pois é terapêutico, é uma forma saudável de não me matar. E nem tudo, ou melhor, nem todos precisam ser lidos. Eventualmente acontece, mas nunca vai ser intenção. 

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