sobre os mesmos ritos de passagens
Eis que o ano de 2025 está terminando como começou, sem dinheiro, cheio de dívidas e uma desesperança crônica no amanhã. Só que isso não é tudo, nunca é tudo. Tenho amigos incríveis, li bons livros, evoluí em termos de saúde mental, sigo com um ótimo gosto musical e muito bom humor na forma com que encaro a vida. Não termino o ano com lágrimas e sim com a gana de olhar o Demiurgo nos olhos e tomar a centelha divina na marra. Estive sozinho mas com muitos ao lado, não dependi da caridade de Deus nem do Diabo, fui amável com quem me ofertou amor e devolvi cem vezes mais forte o ódio direcionado a mim. Não estou de pé sobre ruínas, mas sobre um castelo de ossos de gigantes que eu mesmo construí ou inventei. Que venha outro ano de desgraças, não recuarei nenhum centímetro sequer. Não abandonarei minha vontade e seguirei consciente da minha fraqueza, em paz com minhas sombras e de mãos dadas com a minha consciência construída a duras penas. O mundo é o falso e não o meu coração altivo em constante contradição.
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